Adolescentes em comunidades terapêuticas: tragédia anunciada

Por: Deivisson Santos e Sabrina Stefanello – OutraSaúde – Não são incomuns as mortes em comunidades terapêuticas, que internam pessoas com transtornos mentais e abuso de drogas. Controlam 80 mil leitos, sem respeitar os princípios do SUS. Com licença para internar menores de idade, os riscos se multiplicam.

Em 31 de agosto, cinco pessoas morreram e outras onze ficaram feridas em um incêndio em uma comunidade terapêutica (CT) “dedicada à recuperação de dependentes químicos” no Distrito Federal, conforme relatado por diversos portais de notícias. Segundo relatos de internos, as pessoas, diagnosticadas como dependentes químicos, estavam internadas para tratamento e morreram em um incêndio. Segundo a Polícia Civil, o local que pegou fogo estava trancado com cadeado e havia três extintores de incêndio vazios do lado de fora do alojamento. Sim, é isso mesmo. As pessoas que estavam lá para serem “recuperadas”, estavam, na verdade, presas e sem nenhuma estrutura real de proteção.

Caso isolado? Infelizmente, não. Arroio dos Ratos-RS, 2016, incêndio na comunidade terapêutica “Centro Novos Horizontes” matou sete pessoasque estavam trancadas numa das alas. Carazinho-RS, 2022, onze pessoas morreram queimadas em uma comunidade terapêutica custeada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. A imprensa vem noticiando casos dessa natureza por todo o Brasil. Em rápida busca pelo Google, só nos últimos cinco anos, tivemos 25 mortes em comunidades terapêuticas em seis estados diferentes: Alagoas, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Leia a matéria completa – 11/09/2025

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Celio Calmon

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