
Por: The Conversation – O ato simbólico de fechamento definitivo do Hospital-Colônia de Barbacena, ocorrido em maio de 2026, encerra formalmente o capítulo mais sombrio da psiquiatria brasileira. Ao longo do século XX, a instituição funcionou como um “depósito humano”, cenário que teria resultado na morte de cerca de 60 mil pessoas até sua desestruturação progressiva na década de 1980. O traslado dos quatorze sobreviventes remanescentes para uma residência terapêutica conclui um longo processo de desinstitucionalização e desospitalização. Sob a perspectiva do Direito Internacional dos Direitos Humanos, esse desfecho transcende a crônica local e ganha contornos de reparação jurídica global. O perfil das vítimas revela um nítido recorte social e racial A reclusão em massa ocorrida na Colônia nas décadas passadas violou sistematicamente os pilares da dignidade...











