Comunidades terapêuticas: até quando?

Por: Cláudia Braga – OUTRASAÚDEA olhos vistos, elas crescem em número e em poder — apesar de amplo conhecimento sobre os danos que causam às pessoas. Neste mês de outubro, Campanha Nacional as questiona: por que seguem recebendo dinheiro público para tirar a liberdade de milhares?

Um pulo no passado para pensar o presente: instituições asilares

Na história da psiquiatria, é conhecido o papel de Philippe Pinel na invenção de uma intervenção: o tratamento moral. Longe da pretensão de esgotar o assunto, esse modelo foi desenvolvido e expandiu-se em um contexto histórico anterior, no qual instituições asilares e internamentos haviam emergido como resposta à exigência social de tutela e segregação para manutenção da ordem pública, em um primeiro momento, e à exigência econômica de ampliação da força de trabalho pelo processo da Revolução Industrial, em um segundo momento, o que levou ao esvaziamento em parte dessas instituições.

É no final do século XIII e muito pelo papel dos alienistas que, com esse pano de fundo, conforme afirma Castel na obra ‘A Ordem Psiquiátrica’, se deu a mudança da lógica do asilamento das pessoas chamadas loucas: o internamento passa a ter contornos de uma ideia de tratamento e a loucura a ser entendida como alienação mental. 

Leia a matéria completa – 16/10/2025

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Celio Calmon

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