Por Hellen Frida – CFEMEA – Em um mundo organizado para controlar corpos, silenciar dissidências e adoecer subjetividades, uma das perguntas mais importantes é: quem define o que é sanidade?
Ao longo da história, mulheres que ousaram romper expectativas foram chamadas de histéricas, desequilibradas, descontroladas, agressivas, exageradas, dissimuladas, perigosas, malignas, bruxas, macumbeiras, insanas, intratáveis, loucas. Mulheres que recusaram o silêncio, que desafiaram violências, que viveram seus desejos, que criaram outras formas de existência, que denunciaram injustiças ou simplesmente não quiseram ou não conseguiram sustentar o peso brutal das opressões, foram frequentemente empurradas para os limites da patologização. O patriarcado, o racismo, o capacitismo, a lbtfobia, o capitalismo e os fundamentalismos sempre tiveram profunda intimidade com os manicômios, sejam eles concretos ou simbólicos.
Por isso, marcar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial é também afirmar que saúde mental não pode ser separada das condições materiais de vida, das violências estruturais, e sobretudo do direito ao afeto, à arte, ao território, à memória, à liberdade e à dignidade.
Leia a matéria completa – 18/05/2026





