Por: Outras Palavras – Paulo Amarante, em entrevista a Gabriela Leite e Guilherme Arruda. O mentaleiro vê o movimento antimanicomial ativo e capaz de encarar os novos desafios. No 10º Congresso da Abrasme, Paulo reflete sobre a atualidade da luta pelo cuidado em liberdade e afirma: comunidades terapêuticas são incubadoras de pensamento reacionário.
Entrará para a memória dos congressos da Associação Brasileira de Saúde Mental a noite, na cerimônia de abertura da edição de 2026, em que Paulo Amarante subiu ao palco para tocar tambor de congo junto à banda Raízes da Barra do Jucu. O congo é uma das mais importantes e tradicionais manifestações culturais do Espírito Santo – mesma terra onde nasceu o mentaleiro que foi figura central na Reforma Psiquiátrica, processo iniciado a partir dos anos 1970. Além de psiquiatra questionador da medicalização, Paulo também é músico. Sua singela contribuição em meio àqueles artistas tradicionais diz mais sobre seu pensamento a respeito do cuidado em liberdade do que se imaginaria à primeira vista.
Essa cena marcante aconteceu na quinta-feira, 4 de junho, em Vitória, no 10º Congresso organizado pela Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme). Até o dia 7, centenas de pessoas se reuniram na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para debater a luta antimanicomial, as comunidades terapêuticas, o encarceramento, o proibicionismo, a redução de danos no uso de álcool e outras drogas e demais temas ligados à Reforma Psiquiátrica.
Leia a matéria na íntegra – 11/06/2026





