Por: The Conversation – O ato simbólico de fechamento definitivo do Hospital-Colônia de Barbacena, ocorrido em maio de 2026, encerra formalmente o capítulo mais sombrio da psiquiatria brasileira. Ao longo do século XX, a instituição funcionou como um “depósito humano”, cenário que teria resultado na morte de cerca de 60 mil pessoas até sua desestruturação progressiva na década de 1980.
O traslado dos quatorze sobreviventes remanescentes para uma residência terapêutica conclui um longo processo de desinstitucionalização e desospitalização. Sob a perspectiva do Direito Internacional dos Direitos Humanos, esse desfecho transcende a crônica local e ganha contornos de reparação jurídica global.
O perfil das vítimas revela um nítido recorte social e racial
A reclusão em massa ocorrida na Colônia nas décadas passadas violou sistematicamente os pilares da dignidade humana. Alguns textos jornalísticos apontam que 70% dos internos careciam de diagnóstico de transtorno mental — dado corroborado por investigação acadêmica sobre o perfil das internações entre 1930 e 1980. O perfil das vítimas revela um nítido recorte social e racial: a maioria absoluta consistia em pessoas negras, além de mães solteiras, homossexuais, alcoólatras e cidadãos marginalizados pela sociedade.
leia a matéria completa – 08/06/2026000





