Por: Reporter Brasil – Texto: Jeniffer Mendonça – Edição: Igor Ojeda – Condenação judicial de uma comunidade terapêutica de Juiz de Fora (MG) por submeter acolhidos ao trabalho análogo ao de escravo escancara histórico de violações de direitos humanos dessas entidades, incluindo a superexploração da mão de obra sob a promessa da laborterapia.
“DURANTE O DIA, eu trabalhava de pedreiro. Durante à noite, cheguei a tomar conta de 28 pessoas, como monitor.” Foi assim que Sérgio* descreveu aos auditores fiscais do trabalho parte da sua rotina diária de 12 horas de trabalho, sem folgas, na CT (Comunidade Terapêutica) Tenda do Encontro, em Juiz de Fora (MG). Ele cumpria essa jornada mesmo sendo considerado incapaz para trabalhar: Sergio tem transtornos mentais decorrentes do uso abusivo de drogas, como alucinações, segundo um laudo da Previdência Social acessado pela Repórter Brasil.
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Em outubro de 2023, ele e outros cinco homens com dependência química foram resgatados do local em condições de trabalho análogas à escravidão, segundo o entendimento dos fiscais do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Leia a matéria completa – 21/07/2025







