Por: Gabriel Silveira, da Agência Saúde-DF – O preconceito e a exclusão social são os maiores problemas encontrados por um paciente em tratamento de saúde mental. Isso é o que afirma Emanuel Oliveira, 66 anos, que há seis meses é “acolhido” pela equipe multiprofissional do Centro de Atenção Psicossocial II (Caps II) de Riacho Fundo.
“Tem vezes que a gente vem mais pra receber um abraço, um carinho. Aqui a gente se sente em família”, garante Emanuel Oliveira, 66 anos. Foto: Sandro Araújo / Agência Saúde-DF.
Acolhimento também é a palavra que ele utiliza para definir a relação construída com os amigos que encontra na unidade destinada ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. “Só em pensar que eu posso vir pra cá, participar das atividades, encontrar com essas pessoas… Isso já me transforma! Tem vezes que a gente vem mais pra receber um abraço, um carinho. Aqui a gente se sente em família”, relata Emanuel.
Ele e cerca de outros 30 pacientes participam da oficina de mosaico oferecida há 18 anos no Caps II de Riacho Fundo, que é uma das 18 unidades de todas as modalidades distribuídos pelas Regiões de Saúde do DF. São dois encontros semanais – às terças-feiras, de 14h às 17h, e às sextas-feiras, de 9h às 11h30. Ao longo de todo esse período, já foram mais de dois mil beneficiados pela atividade. A arte decorativa que consiste em criar figuras com pequenos fragmentos de materiais, além de oferecer benefícios terapêuticos, favorece também a geração de renda e o incentivo ao mercado de trabalho.
Leia a matéria completa – 06/06/2024


