Por: Bianca Feifel – BrasildeFato – Documento aponta que interna foi vítima de ‘desassistência’; DF tem 2ª pior cobertura de Caps do país. Foi um trauma para mim”, relatou Larissa Xavier, que ficou internada por 38 dias no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), instituição psiquiátrica do Distrito Federal (DF) onde uma paciente de 24 anos foi encontrada morta em dezembro do ano passado. “É uma situação de morte mesmo, vai te destruindo, sabe? Eu percebi que quando eu saí do hospital eu estava mais envelhecida, pela tortura”, contou. O depoimento foi dado nesta quinta-feira (20), durante reunião da Frente Parlamentar de Luta Antimanicomial, na Câmara Legislativa do DF (CLDF).
O encontro foi marcado pela apresentação do relatório de inspeção realizada no HSVP em janeiro deste ano para averiguar as circunstâncias em torno da morte de Raquel Franca. O documento aponta que há “fortes indícios” de que a jovem foi vítima de “condutas prejudiciais e desassistência” e recomenda à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) o fechamento imediato da porta de entrada do hospital. “[A morte da Raquel] não é um caso isolado. Esse é o fluxo do hospital. É isso que o manicômio: prende, amarra, dopa, tortura e mata”, afirmou a presidenta do Conselho Regional de Psicologia do DF (CRP-DF), Thessa Guimarães.
Leia a matéria completa – 21/03/2025