Por: Rachel Gouveia Passos e Deivisson Vianna Dantas dos Santos – OutraSaúde – Os serviços de atendimento são precários e muitas vezes violentos. As queixas não são legitimadas. Frequentemente, resultam em diagnósticos superficiais e prescrição de remédios psiquiátricos. Como responder ao sofrimento dos que sobreviveram à barbárie?
“Eu fico parindo a dor do meu filho morto todos os dias, porque é a dor de um ser humano que não volta mais”: essa frase poderia ser proferida por uma das diversas mães da última chacina no Rio de Janeiro, mas aparece no livro “Na mira do fuzil: a saúde mental das mulheres negras e questão” 1. No decorrer dos capítulos desta obra é possível ler diferentes depoimentos que narram a dor e a dilaceração ocasionada pelo estado permanente de guerra, tendo a “Guerra às Drogas” a sua principal justificativa, revelando uma certa autorização social, política e econômica para o extermínio, demonstrando que o vivido no mês passado retrata mais um estado permanente de guerra do que algo pontual.
No dia 28 de outubro de 2025, a megaoperação policial realizada declarava o intuito de combater o tráfico nos Complexos da Penha e do Alemão. Como foi extensamente noticiado, foram 121 mortes, dentre policiais e civis, inclusive com marcas de tortura e decapitação. Além disso, grande parte dos mortos foram encontrados em um terreno – que fica localizado entre as favelas – e expostos pela população em praça pública.
Leia a matéria completa – 12/11/2025







