Por: Pedro Costa, do Grupo Saúde Mental de Militância do Distrito Federal UnB – BrasildeFato -DF – Foi sancionado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o Dia da Memória das Vítimas do Comunismo. Para o campo da saúde mental, a memória é coisa muito séria. Tão séria que não pode ser encarada como propriedade privada de políticos e governos, em especial, os que brincam com ela – mesmo que pelos ritos institucionais formais desvirtuando-a, fazendo troça dela, da própria realidade e de todos nós, no fim das contas. Por exemplo, o resgate e a defesa da memória tem sido uma das principais frentes de disputa da Luta Antimanicomial. Lembrar para não esquecer o que é o manicômio, e o que ele não é e não pode ser: instituição de tratamento, muito menos de cuidado, por exemplo.
Assim, este movimento tem sido fundamental para a denúncia do que tem sido a violência do manicômio e, em extensão, da lógica asilar-manicomial, o que passa pelo resgate histórico, até mesmo para compreender como ela se reatualiza e se reproduz no presente. Assim, este movimento tem sido fundamental para a denúncia do que tem sido a violência do manicômio e, em extensão, da lógica asilar-manicomial, o que passa pelo resgate histórico, até mesmo para compreender como ela se reatualiza e se reproduz no presente.
Para se ter uma ideia, mesmo que resumida, nos amparamos nos dados compilados e apresentados por Luiz Cerqueira, no clássico Psiquiatria Social: problemas brasileiros de saúde mental (1989). Em determinado momento, o autor apresenta dados dos quatro principais hospitais psiquiátricos brasileiros da época, a saber: Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro; Hospital Colônias de Juqueri, em Franco da Rocha, São Paulo; Hospital Colônia de Barbacena, Minas Gerais; e Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Leia a matéria na integra – 29/10/2025






