Hipermedicalização, aumento de transtornos psiquiátricos, avanço do conservadorismo. Como a RAPS pode responder às novas crises? Como fortalecê-la nesse processo? Por que o cuidado em liberdade continua sendo a resposta necessária?
Por: Guilherme Arruda – OutraSaúde/Saúde Mental – Hipermedicalização, aumento de transtornos psiquiátricos, avanço do conservadorismo. Como a RAPS pode responder às novas crises? Como fortalecê-la nesse processo? Por que o cuidado em liberdade continua sendo a resposta necessária?
As bases estão firmadas para que o Brasil supere o modelo manicomial de assistência em saúde mental, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) está estruturada e permite que as pessoas com transtornos psíquicos sejam tratadas em liberdade – o que poderia enterrar o sistema baseado no isolamento, que negligencia direitos humanos e dificulta a reinserção social. Mas, para que isso se concretize, será necessário um ritmo muito mais robusto de “investimento para ampliação dos serviços substitutivos, como os Centros de Assistência Psicossocial (CAPS), e contratação e qualificação dos recursos humanos” que vão operá-los.
A avaliação é da psiquiatra Ana Paula Guljor, presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS/Fiocruz), em entrevista ao programa SUS 35 anos. Organizado por Outra Saúde, o ciclo de conversas promove reflexões acerca dos rumos do sistema público de saúde brasileiro, no aniversário da lei que o regulamentou.
Leia matéria completa – 23/07/2025







