Por: BrasildeFato. Acordamos no último sábado, 16 de maio, consternados com a notícia do falecimento de Wellington Rainho, grande camarada de lutas.
Antes de ser um militante antimanicomial, Wellington foi um militante socialista. Ele militou na Convergência Socialista no PT, foi fundador do PSTU e, depois, do Psol – e esteve em inúmeros outros campos de batalha, como o sindical. Também desempenhou papéis fundamentais na Luta Antimanicomial do Distrito Federal, dos quais menciono a Inverso, Centro de Convivência em Saúde Mental, Arte e Cultura, tendo sido seu Diretor e Conselheiro.
Melhor dizendo, não houve um “antes” socialista e um “depois” antimanicomial. A trajetória de Wellington nos permite concluir que ele, na sua totalidade, foi tudo isso junto. Não houve dissociação das lutas socialista e antimanicomial.
Ele sabia muito bem que uma sociedade sem manicômios será socialista e que o socialismo será antimanicomial ou não será – corrigindo inclusive os erros e contradições daqueles e daquelas que ousaram ser socialistas sem romper com os manicômios. Para Wellington, a superação dos manicômios implica a superação do modo de produção capitalista que os forja e se aproveita deles para se consolidar e reproduzir, sendo, portanto, ele próprio manicomial.
Leia a matéria completa – 18/06/2026





