Por: Bruno Chapadeiro Ribeiro – OutraSaúde – Autoritarismo, longas jornadas, assédio, hiperconectividade – e um cenário agravado com algoritmos e IA. Não adianta individualizar o sofrimento psíquico, é preciso transformar o trabalho e a produção social. E reconciliar a saúde mental com a saúde do trabalhador.
O Dia Mundial da Saúde Mental vem sendo tratado, cada vez mais, como data do marketing e dos slogans, aprisionado em campanhas que sugerem hashtags, jornadas de autocuidado e resiliência em pílulas. Muito longe das causas reais que atravessam o sofrimento psíquico em tempos de crise social e produtiva. Não falta dado que escancare: segundo o levantamento Ipsos 2025, para 52% dos brasileiros hoje a saúde mental é considerada o maior problema de saúde — eram 18% em 2018.
O número de afastamentos do trabalho, tentativas de suicídio, prescrição de psicofármacos e uso de substâncias nunca foi tão alto. Para pensar o mal-estar contemporâneo, não basta inventar mais remédios: é preciso encarar a renda, o trabalho, a moradia, os algoritmos e todo o sistema social como determinantes da saúde mental.
Leia a matéria completa – 10/10/2025







