Por: Bianca Coutinho Dias – Pensar o “Museu de Imagens do Inconsciente” a partir da produção artística que nasceu com o pensamento múltiplo e contra-hegemônico de Nise da Silveira e Mário Pedrosa – ambos leitores críticos e ativos de um momento em que se erigia o germe de uma revolução que passou a abordar a questão da loucura de maneira nova e subversiva – é se abrir para uma ideia de memória, linguagem e arquivo.
O museu, localizado no bairro do Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro, foi criado como um centro de estudo e pesquisa. Com ateliês terapêuticos, é aberto ao público em geral e recebe frequentadores que, no convívio com estudantes, pesquisadores ou visitantes, criam e compartilham suas experiências.
Em uma época em que eletrochoques e lobotomia imperavam, a médica brasileira Nise da Silveira (1905-1999) revolucionou o tratamento psiquiátrico no país. Com o ativista e crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981) fez do binômio arte-política um trabalho ético que destacou a produção de artistas e grupos marginalizados fora do cânone, reinventando a história da arte.
Leia a matéria completa – 01/09/2025







