Por: Jaqueline Tavares de Assis e Graziella Barreiros – JOTA – Tragédia nos mostra que quanto mais pessoas em sofrimento psíquico permanecem isoladas, menos protegidas estão.
A morte do jovem que invadiu a jaula de uma leoa em João Pessoa, nesta semana, nos convida a refletir sobre questões importantes e necessárias a respeito da Política Nacional de Saúde Mental. A cena apresentada nos noticiários, muitas vezes sem a devida reflexão e cuidado, expõe um cenário complexo, em que o sofrimento psíquico, a vulnerabilidade social e o cuidado em saúde mental se encontram revelando não só tensões ainda presentes na consolidação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no Brasil, mas também o modo como a sociedade se organiza (ou não) para proteger as pessoas em situação de vulnerabilidade.
A luta antimanicomial no Brasil ajudou a instituir um novo paradigma de cuidado em saúde mental, orientado pelo respeito à dignidade humana, pelo cuidado em liberdade, pela substituição progressiva do modelo asilar e pela validação das pessoas, celebrando suas diferenças. Porém, a efetivação da Reforma Psiquiátrica, instituída pela Lei 10.216/2001, ainda exige questões como a expansão dos serviços, trabalhadores qualificados, financiamento estável, articulação intersetorial e presença territorial para que o cuidado de fato aconteça.
Leia a matéria na íntegra – 05/12/2025






