Por: Fernando Ramos e José Gomes Temporão – OutraSaúde – Processo que combateu manicômios foi radical e transformador. Mas é hora de questionar: a institucionalização está ocupando o espaço do cuidado e esvaziando suas propostas? Não estamos esquecendo de lutar por mais financiamento e trabalhadores qualificados?
A reforma psiquiátrica brasileira não nasceu isolada. Ela foi uma das expressões mais radicais da Reforma Sanitária, do processo de redemocratização no contexto da luta contra a ditadura militar e da construção do Sistema Único de Saúde, nas décadas de 1970 e 1980, quando são formulados os princípios que dariam origem ao SUS: universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social. Seu horizonte não era apenas reorganizar a assistência psiquiátrica, mas participar de uma transformação mais ampla da saúde pública brasileira.
De outro lado, a reforma psiquiátrica deslocou a saúde mental, do campo da medicina institucionalizada, para o campo dos direitos humanos, da cidadania e da política pública, ao afirmar que a loucura não autoriza exclusão, nem violência institucional.
Leia a matéria na integra -10/09/2026





