Por: Bruno Chapadeiro Ribeiro – OutraSaúde – Não se pode mais ignorar o aumento drástico de afastamentos de trabalhadores por sofrimento psíquico. O problema é complexo – vai do fim da escala 6×1 à igualdade salarial, do campo às cidades, da escola às prisões. Eis algumas sugestões para a luta neste janeiro branco.
O ano de 2026 começa com uma realidade tanto contundente quanto incômoda: 4 milhões de afastamentos relacionados ao trabalho em 2025. 493% de aumento em afastamentos por burnout entre 2021 e 2024. Os auxílios-doença concedidos por esgotamento profissional saltaram de 823 para 4.880 casos – e em 2025, apenas no primeiro semestre, já somavam 3.494 registros, representando 71,6% de todo o volume do ano anterior. O INSS, que em 2023 concedeu 472,3 mil auxílios por transtornos mentais, 472,3 mil em 2024 (aumento de 68%) e agora 546 mil em 2025 (79% em 2 anos, sendo destes, 86% de transtornos depressivos e ansiosos), vê seus cofres vazarem enquanto o capital segue operando como se nada tivesse acontecido.
Em 2025, o Brasil registrou um aumento de 143% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais. Os setores econômicos mais afetados são: administração pública (14,9%), bancos múltiplos (14,8%) e atividades de atendimento hospitalar (8,9%) segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança (SmartLab) do Ministério Público do Trabalho. Ou seja: num único ano, o problema aumentou mais que na proporção histórica.
Mulheres representam 64% dos afastados. A idade média é de 41 anos. Os transtornos de ansiedade lideram com 141 mil casos, seguidos de episódios depressivos. A ansiedade é citada por 51% como principal causa de afastamento, seguida por depressão (17%), estresse (16%) e burnout (14%).
Leia a matéria completa – 28/01/2026





